<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8195361145054557849</id><updated>2011-11-27T22:13:57.374-02:00</updated><title type='text'>O guarda</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oguardian.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8195361145054557849/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardian.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rodrigo Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02910789933379062085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8195361145054557849.post-2430389935774378333</id><published>2009-04-21T14:01:00.001-03:00</published><updated>2009-04-21T14:05:39.972-03:00</updated><title type='text'>News</title><content type='html'>Um pouco atrasado eu sei, mas ainda na terça XD! Dessa vez, pela demora, um capítulo mais longo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O GUARDA ENTRA EM UMA NOVA FASE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Guarda é um tipo de romance um pouco mais pesado, uma dark novel um pouco ao estilo de Sin City e Batman(o início ao menos). Por isso dele ser dado como violento por alguns, não é isso o que eu quero evitar, faz parte da trama, o que eu realmente não quero é que ele de alguma forma ofenda alguém, sua etnia, religião ou ideologia. Por isso digo que nada do que está escrito realmente aconteceu, as pessoas foram inventadas, assim como os seus nomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tudo mais, leia sem preconceitos. Bem, é isso ^^.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostou? Acompanhe-nos pois temos sempre muito a melhorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guarda,toda terça uma nova aventura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8195361145054557849-2430389935774378333?l=oguardian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardian.blogspot.com/feeds/2430389935774378333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8195361145054557849&amp;postID=2430389935774378333&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8195361145054557849/posts/default/2430389935774378333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8195361145054557849/posts/default/2430389935774378333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardian.blogspot.com/2009/03/o-guarda.html' title='News'/><author><name>Rodrigo Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02910789933379062085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8195361145054557849.post-6369368383570227644</id><published>2009-04-21T14:00:00.002-03:00</published><updated>2009-04-21T14:14:15.360-03:00</updated><title type='text'>Chapter Six  - Ganância</title><content type='html'>Aquela figura enorme, naquele momento não parecia tão imponente quanto realmente o é, Arthur fitava o vazio, sentado na mureta que dividia os jardins da mansão, seu amigo Willian procurava por ele desde manhã, mas não estava para conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Arthur! Finalmente! – grita Willian que tinha acabado de encontrar o amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arthur acorda do seu transe e rapidamente se recompõe, não deixando passar qualquer sinal de aborrecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Abaixes vossa guarda caro amigo, sei muito bem que está triste, Antônio, pelo que eu me lembro, era um grande amigo seu. – Willian se aproxima e senta na mureta do lado de Arthur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arthur suspira profundamente e relaxa os ombros, sua face torna-se melancólica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Estávamos brigados, era uma bobagem, o que importa mesmo é que eu poderia ter feito algo para impedir aquilo, mas não o fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Willian, que observava o rosto de Arthur enquanto o mesmo proferia essas palavras, desvia o olhar e fica um tempo remoendo algo dentro de si:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Sabes muito bem que eu sou o mais culpado aqui, eu o mandei até a casa de Batista. – fala sem olhar para Arthur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arthur, um pouco desesperado para consolar o amigo, vira-se pra ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Você não sabia do que iria acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Ai é que está, nem você, és tão culpado quanto eu. Por isso deves parar de se preocupar. – fala Willian enquanto encara Arthur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Tens razão...  – Arthur volta ao seu estado anterior – mas temos que fazer alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Deixe isso para as autoridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Ah! Você sabe que elas não são capazes de nada! Esse maldito está usando o nosso nome para matar, já bastam as inúmeras publicações contra nós, e agora isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arthur se exalta e o corpo inerte até o momento, levanta-se e encara Willian enquanto esse, ainda sentado inclina o rosto para cima, afim de poder enfrentá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Já chega, você está insuportável! Fique ai e tome algum juízo antes da reunião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Willian também se levanta e sai do jardim, entrando na mansão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;__Bom dia! Posso de te ajudar em alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Bom dia, cinco pães de sal por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Aqui, volte sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estella trabalhava na padaria, era uma mocinha ainda, dezoito anos, apesar da experiência que tinha conseguido trabalhando ainda era muito sonhadora, pensava em príncipes montados em cavalos brancos e outras fantasias típicas de uma garota de treze anos. Cursava administração e o emprego na padaria da sua tia ajudava a custear a faculdade, era difícil acordar quatro horas da manhã, mas sabia que aquilo era um ótimo investimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele dia estava sendo mais difícil que o normal por conta da gripe que havia contraído, estava fraca e com febre, mas como não estava espirrando e nem tossindo resolveu ir trabalhar mesmo assim. O calor que vinha dos pães e dos fornos não ajudava nem um pouco, mas precisava daquele emprego e a sua tia ultimamente não andava satisfeita com o seu rendimento, apesar de justa, a mesma era muito rígida, cuidava do caixa e caso algum cliente aparecesse com um semblante ruim após ter pego os pães, bronqueava as meninas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem trabalhava com Estella era Miranda, filha da sua tia e obviamente a sua prima, não era tão bonita, mas era mais velha e mais pé no chão que Estella, também não possuía uma índole das melhores, mas em se tratando de cumplicidade para esconder as besteiras das duas, era ótima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O expediente terminaria ali e Estella voltaria para casa, onde se arrumaria e iria para a faculdade, porém era feriado e a tia de Estella resolveu que ela iria trabalhar até mais tarde, Estella não podia recusar, estava em maus lençóis e caso recusasse seria demitida com certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oito horas, pronto, a padaria fechou para a limpeza, as dez horas, com tudo terminado, finalmente Estella sai do serviço, mas quando estava para virar a esquina e se ver livre daquele local de tortura, eis que houve a voz da sua tia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Estella! Entrega uma coisa pra mim rapidinho! – a tia gritava da loja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá ia Estella, não bastava perder o feriado, ainda tinha que fazer um trajeto completamente diferente do seu e cinco vezes mais longo e a febre a tinha castigado o dia inteiro, mas aguentou duramente, podia encarar mais essa, depois disso iria para casa e poderia dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miranda e sua mãe preparavam-se para ir embora para casa, tinham fechado o caixa e colocado o dinheiro no cofre para depositá-lo de manhã, o rapaz que trabalhava nos fornos já tinha ido, nisso, quando elas estavam saindo da padaria um carro para na porta e dois homens armados com pistolas apontam para elas e as mandam entrar novamente. As duas estavam apavoradas, não conseguiam pronunciar uma única palavra, apenas obedeciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles entram, os dois homens perguntam onde a mãe de Miranda havia colocado o dinheiro, ela responde que já tinha depositado o dinheiro no banco e leva uma coronhada, Miranda desesperada pela mãe, agarra às pernas de um deles e aos prantos diz que o mesmo está no cofre, o homem dá uma joelhada no rosto de Miranda e a mesma cai no chão chorando e com a boca sangrando. Pegam-na pelos cabelos e levantam-na do chão, perguntam pra ela onde está o cofre enquanto apontam-lhe a arma para a cabeça. Miranda chorando aponta para os fundos da padaria, dentro do armário do banheiro. O que estava lhe segurando pelos cabelos a joga de lado e ela cai novamente no chão, batendo com a cabeça no balcão e desacordando. Sua mãe tenta acudi-la ficando ao seu lado, enquanto isso um dos homens as vigiam e o outro vai checar o banheiro nos fundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente ouve-se na rua lá fora um som longo e agudo, um apito. Os dois homens ficam um pouco preocupados, mas não temem muito, tinham fechado as portas da loja e desligado as luzes e a mãe da Miranda não ia gritar, a não ser que quisesse segurar o que sobrasse dos miolos da filha na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do nada a porta de metal da padaria sobe num estardalhaço geral, os dois homens tomam um susto enorme, rapidamente vão para onde o outro está e apontam as armas em direção à porta. Um dos homens que estava fitando olha para o parceiro e o manda ir na frente, este assim o faz, mas não vê nada, ao voltar para comunicar isso ao parceiro não o acha, tinha sumido, assim como as duas mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele olha de todos os lados, o parceiro dele não o poderia ter traído, mas parece que era o que tinha acontecido, então resolve sair dali, vai pelos fundos para não encontrar com a polícia caso a mesma já esteja vindo, resolve dar uma checada no cofre pois o seu “amigo” já pode tê-lo aberto e esquecido alguma coisa. Ao abrir a porta do banheiro no entanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...ele se depara com a cabeça do seu amigo afundada na porta do cofre, o rosto praticamente havia sumido de tão esmagado que estava, o homem nesse momento cai no chão assustado, vira pro lado e começa a vomitar, nesse momento quando terminava de botar pra fora o que já não tinha, uma pessoa caminha a sua frente, estava olhando para baixo e só viu que o mesmo estava usando dois tênis pretos e brancos e uma calça jeans escura, vagarosamente e amedrontado ele dirige o olhar para cima, vê então aquela figura negra com um sorriso medonho, a mão esquerda estava coberta de sangue, provavelmente do seu amigo, o sangue cobria parte também do relógio de ouro que ele trazia no pulso, as luzes batiam nesse relógio e o dourado do mesmo em conjunto com o escarlate do sangue brilhavam na escuridão, como se fosse as duas metades de um mesmo ser, os dois lados de um mesmo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mão direita ele segurava um guarda-chuva grande e prateado do cabo preto e encurvado, o assaltante vendo a situação em que estava rapidamente procurou a sua arma, a tinha deixado cair quando estava vomitando, finalmente a acha e estende a mão para pegá-la, o vulto a sua frente não o deixa, no mesmo momento para de sorrir e  finca a ponta do guarda-chuva em sua mão e o assaltante solta um grito de dor, olha então para o ceifador a sua frente e o vê sério, este olha para o seu pequeno brinquedo no chão e não aguenta, começa a rir desmedidamente, o assaltante olha arregalado para aquela figura gargalhando, está paralisado de medo, não sente nem mais a dor na sua mão perfurada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis então que o vulto de sobretudo preto e máscara para de rir, o assaltante sai do transe e puxa a mão fincada, o vulto preto começa a assoviar uma música triste, o assaltante escorrega no próprio vômito, mas consegue se levantar, a música continua, o assaltante alcança então a porta dos fundos, quando estava para sair sente algo perfurando as suas costas e vê a ponta prateada do guarda-chuva atravessada no seu peito, cai no chão ainda consciente, sem forças nem mesmo para balbuciar, a figura de sobretudo preto chega perto dele, retira o guarda-chuva e vê que a sua presa ainda estava viva, levanta o guarda-chuva com as duas mãos e toma lugar ao seu assovio um sorriso de orelha a orelha, então ritmicamente ele desfere estocadas nas costas de sua vítima.&lt;br /&gt;__E então Pedro, quantas perfurações? – pergunta Roberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Trinta e quatro senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Não parece ser um número que tenha algum significado, parece ter sido o calor do momento, será que foi passional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Estamos verificando isso senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__E as duas mulheres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Estão bem, estavam atrás da padaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Viram alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Uma delas bateu a cabeça e desmaiou a outra apenas sentiu algo pressionando o rosto dela e mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Clorofórmio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Parece que sim, senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__O filho da puta ainda é clichê! E as perfurações nas costas do assaltante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Era o que senhor pensava mesmo, formam um triângulo com um furo mais profundo no meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Essa merda toda tá ficando mais frequente. Puta que pariu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8195361145054557849-6369368383570227644?l=oguardian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardian.blogspot.com/feeds/6369368383570227644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8195361145054557849&amp;postID=6369368383570227644&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8195361145054557849/posts/default/6369368383570227644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8195361145054557849/posts/default/6369368383570227644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardian.blogspot.com/2009/04/chapter-six-ganancia.html' title='Chapter Six  - Ganância'/><author><name>Rodrigo Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02910789933379062085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8195361145054557849.post-5147382540209365207</id><published>2009-04-21T13:59:00.000-03:00</published><updated>2009-04-21T14:04:39.564-03:00</updated><title type='text'>Não gostou?</title><content type='html'>Aceitamos sugestões, críticas, xingamentos, termos pejorativos e todo tipo de coisa que possa nos ajudar a melhorar o "O guarda".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:P&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8195361145054557849-5147382540209365207?l=oguardian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardian.blogspot.com/feeds/5147382540209365207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8195361145054557849&amp;postID=5147382540209365207&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8195361145054557849/posts/default/5147382540209365207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8195361145054557849/posts/default/5147382540209365207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardian.blogspot.com/2009/03/nao-gostou-aceitamos-sugestoes-criticas.html' title='Não gostou?'/><author><name>Rodrigo Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02910789933379062085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8195361145054557849.post-7871952304541438414</id><published>2009-04-14T15:45:00.001-03:00</published><updated>2009-04-14T15:52:03.845-03:00</updated><title type='text'>Chapter Five - Embalagem</title><content type='html'>Duas portas de madeira, enormes, se abrem e por elas passam duas pessoas, um sujeito esguio e baixo bem sorridente e o outro um pouco mais alto e corpulento, o mais alto tinha aberto as portas para o menor passar, logo que os dois passam, ele as fecha. Seguem conversando baixo pelo corredor da mansão, onde tapetes persas, porcelanas e quadros adornam o ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Já disse Willian, devemos tomar uma atitude quanto a isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Suficiente, chega dessas tolices meu caro, não atice o fogo, pois pode se queimar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__A polícia já suspeita de nós, temos que ir atrás desse bugre que está se utilizando do nosso nome para atos vis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Violência só gera mais violência Arthur, não somos bárbaros! Lembre-se disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um senhor de seus sessenta anos encontra-se no meio do corredor e interrompe a conversa dos dois com um cumprimento, era Antônio, um dos associados, William sorri e começa a conversar com Antônio enquanto Arthur o ignora e vai embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Senhor, quanto à minha promoção dentro da casa, quando devo recebê-la?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Antônio, deves pegar hoje os papéis na casa de Batista, traga-os amanhã e terás sua recompensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Muito obrigado senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Agora tenho que ir e ver se alcanço Arthur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Pois não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despedem-se, Antônio faz o caminho inverso dos dois, procura a saída para o estacionamento, passa pelas enormes portas, atravessa a sala e passa pelo portal, lá fora o tempo está horrível,  está apenas cinza, nada para alegrar ou contrastar com as construções ou a cor do pavimento, caminha até o seu carro, desliga o alarme e entra. Tinha que seguir um bom caminho até a casa de Batista, que ficava perto do mirante nos limites da cidade, lugar muito bonito e acolhedor por sinal, sempre que podia o visitava e apreciava a sua coleção de orquídeas, que longe da balburdia da cidade gozavam de rara saúde para as plantas dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigia pela rodovia, acha a pequena entrada que levava para o local, uma estrada, indo por ela Antônio sem querer bate com o carro em um buraco, coisa simples, mas que mesmo assim trouxe sérias consequências para a suspensão, que por sua vez quebra, fazendo um barulho e um solavanco fortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antônio para e sai do carro, não entendia muito bem de mecânica, nunca havia se interessado por isso, mas sabia que o carro não poderia andar mais, decidiu então chamar o guincho e passar a noite na casa de Batista, ela estava a alguns metros de qualquer modo, poderia ir andando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminha, Antônio ouve o som dos trovões, as primeiras gotas denunciam o que está por vir, rapidamente a chuva engrossa e o percurso, até então fácil, torna-se um lamaçal. Antônio sem enxergar direito e com o pé afundando na lama a cada passo, segue lentamente, escurece, a visão fica cada vez pior, a única coisa que o ajudava eram os relâmpagos que de quando em vez iluminavam-lhe o caminho. Antônio ouve o que acha serem sons de passos, olha para trás e não vê nada, está escuro demais, continua olhando esperando um relâmpago surgir e mostrar o que está naquele breu, dito e feito, o raio cai e a luz azulada revela um sujeito em uma capa de chuva preta com botas de borracha, na sua mão tem algo parecido com um cabo de vassoura, só que mais fino e pontudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antônio não pensa em chamar o nome daquela pessoa ou esperar por ela, algo dentro dele diz que tem alguma coisa muito errada naquilo, ele apressa o passo, está correndo, mesmo que com aquela lama não se possa ir muito rápido de qualquer jeito, enquanto isso a figura atrás dele para e prepara-se para alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um raio parte os céus, o relâmpago ilumina a face desesperada e suja de lama de Antônio, está quase que engatinhando na lama, ao mesmo tempo vê-se o homem de capa preta segurando o que parece ser um dardo de competição, ele já estava em posição para lançamento, esperava apenas o flash de luz, assim que o tem, com toda a força que possui, joga a sua lança negra. Esta bate nas costas de Antônio e atravessa o seu peito, cai no chão com o dardo fincado nas suas costas, o homem que lançou o dardo se dirige calmamente até o corpo e firmando com o pé, retira o dardo das costas de Antônio, vira o corpo com o rosto para cima e com a ponta do dardo vermelha de sangue, desenha um triângulo, não com o sangue apenas, mas sim cortando a carne, algo que a chuva não poderia apagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batista a essa hora estava chorando do lado do amigo, nunca teve coração forte para essas coisas e ao encontrá-lo ali de manhã quando ia para a cidade não agüentou e caiu em prantos, recompôs-se o suficiente para ligar para a ambulância e recaiu no choro. Ao seu lado estava o detetive Roberto, encarregado do assassino do triângulo, estava do lado do corpo, era um típico trabalho do quarto poder, como gostava de chamar o assassino do triângulo, mas não entendia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Pedro, olha isso. – Roberto, com uma expressão de reflexão, fala com o seu auxiliar enquanto aponta para o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__É senhor, mais um para o assassino do triângulo. – enquanto anotava algo na prancheta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Não, não é isso, esse cara aqui era maçom. Acabei de olhar na ficha dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Então o cara que tá matando não é maçom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Sim e não, isso também pode ser uma tentativa de desnortear as investigações, inclusive esse cara pode ter sido o responsável pelos assassinatos, mas ele é muito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Velho senhor? – Pedro interrompe a fala de Roberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Mas ele pode ter sido o mandante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Também creio nessa hipótese, mas não podemos tirar conclusões precipitadas. Não diga nada desnecessário à imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Certo senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois saem dali, tinham que coletar informações. Enquanto isso o corpo de Antônio é embalado, o véu negro da morte cobre o seu rosto e este será colocado na prateleira do necrotério, aguardando por sua embalagem e destinos finais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8195361145054557849-7871952304541438414?l=oguardian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardian.blogspot.com/feeds/7871952304541438414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8195361145054557849&amp;postID=7871952304541438414&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8195361145054557849/posts/default/7871952304541438414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8195361145054557849/posts/default/7871952304541438414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardian.blogspot.com/2009/04/chapter-five-embalagem.html' title='Chapter Five - Embalagem'/><author><name>Rodrigo Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02910789933379062085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8195361145054557849.post-1014956097831425988</id><published>2009-04-07T00:01:00.000-03:00</published><updated>2009-04-07T12:56:53.107-03:00</updated><title type='text'>Chapter Four - Sinais</title><content type='html'>__Você viu Antônio? Esse assassinato que está no jornal, do cara do triângulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Não, que porra é essa de triângulo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__O cara matou o outro e desenhou um triângulo na parede com o sangue dele. É o que tá dizendo no jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Foi onde isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__No bairro industrial. Meu primo que trabalha por lá disse que tem uma movimentação enorme de policiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Eu hein, isso ai é o que eles chamam de psicopata não é? Que nem aquele cara lá da luz vermelha. Esse mundo tá é ficando loco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois amigos continuam conversando na barbearia, enquanto Antônio fazia a barba de Roberto, o mesmo lia o jornal e comentava, apenas para terem assunto pra falar. Não tinham mais fregueses esperando, Antônio iria terminar a barba do Roberto e fecharia a loja, ao mesmo tempo um rapaz do lado da loja engraxava os sapatos de um senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso uma conversa parecida desenrolava-se em uma lan house por ali:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Viu? Doido não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__É cara, parece que é isso mesmo, tem até uma matéria no jornal falando daquele livro lá que tinha sobre os maçons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Será que são os maçons mesmo? É um triângulo que nem o deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Ah cara, sei lá, vai que o cara tava doidão e quis fazer que nem tava no livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Mas seria massa se fossem os maçons também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso, do lado dos dois jovens, um senhor levanta de uma vez com uma expressão de raiva e sai andando apressadamente, sumindo na rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passam-se algumas horas, são onze horas da noite agora, em um ponto da cidade uma senhorinha volta da noite de reunião com as amigas, a senhora se chamava Joana, andava a passos rápidos, pois sabia que por ali e ainda mais àquela hora, era perigoso. Nas mãos levava um pedaço do bolo de fubá com erva doce e anis, que uma de suas amigas havia feito para levar para a reunião, no seu braço esquerdo carregava uma bolsa simples, um pouco velha já. Usava jeans, algo que Joana não abria mão, enquanto suas amigas, assim como cediam à idade, cederam também ao uso de saias, Joana era diferente, cada dia que passava sentia-se mais jovem, nunca foi das quietinhas, sempre a mais arteira da turma, inclusive apesar da noite perigosa, carregava um sorriso de que tinha valido a pena ter ficado papeando mais um pouco com as amigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danilo ouve passos, segue em direção a eles, vira a esquina e encontra a senhora, sozinha, um pouco baixa, com bolsa no ombro. Perfeito. Ia roubá-la e ela nem perceberá o que aconteceu. Caminha agora a passos largos, mas de modo silencioso, coloca o capuz da jaqueta na cabeça, ia na mão mesmo, dava um mata leão e pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana nem tinha percebido o perseguidor quando de repente ouve um apito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente ela olha para os lados e para trás, Danilo dá um pulo pro lado para se esconder na árvore mais próxima, está com o coração aos tropeços, mas de onde tinha vindo aquele som de apito, cadê o vigilante, não tinha som de moto, nem nada. Danilo espera um pouco, mas ninguém aparece, supõe então que o vigilante estava longe, logo se acalma e volta a sua atenção novamente à senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana olha assustada para os lados e para trás, viu que não tinha ninguém ali, não havia vigilantes por aqueles lados, porém, podiam ter começado agora. Decide então continuar o seu caminho, mesmo que tivesse algum vigilante seria algo a se sentir aliviada e não preocupada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danilo observa que a velha também estava preocupada com o apito, a partir dali tinha que tomar mais cuidado. Sai da árvore e seguindo por baixo das marquises acompanha a senhora, com o intuito de alcançá-la. Estava quase chegando perto dela quando sente uma mão tampar a sua boca e puxá-lo para o meio do matagal que estava a sua esquerda, Danilo solta um grito abafado, tenta reagir, mas o seu atacante era bem mais forte que ele. Joana ouve um gemido e o som do mato se mexendo, olha para trás e vê alguns gatos pulando das lixeiras “era só isso então!” e segue suspirando aliviada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danilo é puxado para dentro do mato, arrastado alguns metros e então consegue se soltar... ...ou é solto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respira assustado, tinha caído sentado, mas logo pôs-se de quatro para melhor se defender e ao mesmo tempo se esconder, olha ao redor procurando quem o tinha puxado e gira o braço roçando o mato com a intenção de acertar quem estivesse ali, nada, apenas o capim alto e muita “malícia”, que tinha lanhado as partes do seu corpo que estavam descobertas, rosto e mãos. Levanta vagarosamente, olha assustado dos lados e as costas, decide sair dali, dá um passo, outro, logo perde o medo e decide correr! De repente algo vindo do meio do capim fura a sua perna esquerda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danilo cai no chão, urra de dor, continua tentando correr mesmo mancando, sente outra pontada, agora o atacante teve como alvo o seu braço direito. Danilo não sente muita dor devido à adrenalina no sangue, continua correndo, da sua frente sente algo esmurrando o seu queixo e o jogando para trás de volta no chão. Danilo coloca a mão na perna, está sangrando muito, sua mão fica coberta de sangue, o mesmo com o braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decide então ficar parado, se não pode sair dali irá esperar até o amanhecer. Ouve então alguém assobiando, tenta localizar, mas não sabe de onde vem, está cercado. Danilo sente então algo perfurando o seu ombro esquerdo, geme de dor, olha para o mesmo e vê o que parecia a ponta de um guarda-chuva, uma muito afiada por sinal, olha desesperado para aquele instrumento de tortura surreal e para quem o estava segurando, mas não consegue, o atacante rapidamente retira-se de cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assobio continua, só que agora bem mais alto, Danilo está entrando em choque, tinha perdido muito sangue, começa a perder a visão, fecha os olhos, abre-os novamente, a sua frente uma sombra aparece, um homem em uma capa negra, Danilo tenta mover o braço para se defender, não tem mais forças, sua visão começa a ficar borrada, fecha e abre os olhos novamente, agora a sombra empunha uma lança, uma lança prateada, Danilo fecha os olhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...e não os abre novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os policiais recolhem o corpo do local pela manhã. Dois deles conversam entre si:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__E então, são as mesmas perfurações do cara do triângulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Mas sem o triângulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Verdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Estranho, esse capim está amassado para o mesmo lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Pode ser por onde ele passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Isso, segue ele de lado pra não desmanchar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O policial segue o capim amassado e acaba voltando para onde estava o companheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__E ai, onde que vai dar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Como assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Ele faz um triângulo. – os dois se olham apavorados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8195361145054557849-1014956097831425988?l=oguardian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardian.blogspot.com/feeds/1014956097831425988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8195361145054557849&amp;postID=1014956097831425988&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8195361145054557849/posts/default/1014956097831425988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8195361145054557849/posts/default/1014956097831425988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardian.blogspot.com/2009/04/chapter-four-sinais.html' title='Chapter Four - Sinais'/><author><name>Rodrigo Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02910789933379062085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8195361145054557849.post-2729900059675643728</id><published>2009-03-31T00:01:00.002-03:00</published><updated>2009-03-31T00:15:50.429-03:00</updated><title type='text'>Chapter Three - Sobredosis</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Carlos tinha perdido a conta do quanto tinha fumado naquela noite, o cachimbo que tinha feito com a latinha de refrigerante estava ao seu lado, enquanto ele estava no chão, sentado e com as pernas esticadas, viajava, as mãos pendiam lateralmente enquanto esboçava um sorriso idiota. Pensava nos problemas que vinha tendo em casa, não voltava lá faziam uns dois dias, mais ou menos, sua tia o flagrou fumando no quarto e desde então vive colocando a culpa nele pelo sumiço de certas coisas dentro da casa. Ele sabia que não tinha culpa daquilo, realmente sabia, era apenas uma vítima da falta de sustento pela sociedade, não tinha dinheiro pra comprar suas pedras e não ia trabalhar para se curvar aos porcos capitalistas, acreditava no CHE! Tinha tatuado a sua imagem no braço, o traço não era bom porque o tatuador também não o foi, de vez em quando coçava, mas era normal..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Realmente, tem coisas que não dá pra aguentar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Levanta de onde estava, um muro cheio de limo dos fundos de uma casa, naquele ponto não tinha iluminação e algumas árvores tampavam a luz da lua. Começou a caminhar, precisava de grana e não podia voltar pra casa, pois sua tia havia trocado a fechadura, iria roubar alguém na rua mesmo. Andava rapidamente, checou o bolso da calça jeans suja, lá estava o canivete meio enferrujado que tinha comprado quando era moleque junto de um isqueiro, vestia uma camisa de cor roxa só que mais escura e bastante suja, andava de chinelas, tinha vendido os tênis que a mãe havia comprado pra comprar pedra. Andava sem rumo enquanto esperava alguém aparecer na rua, uma da manhã, ia ser difícil. Passava perto de algumas fábricas e já tinha adentrado em um bairro industrial, grandes construções tomavam conta das ruas, não tinha vento aquela noite e o céu estava estrelado, uma linda noite por sinal, a lua estava na fase crescente e anunciava o início de algo maior naquela noite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Paredes cinzas, ninguém por ali, Carlos não tinha percebido ainda o fato de que em uma bairro daqueles não é normal que more alguém, mas continuava procurando, fica impaciente e chuta um latão de lixo, este responde com um som seco, o barulho ecoa pelas  paredes &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;altas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;das fábricas como se fossem a parte interna de um instrumento de sopro, canalizando sons, mas naquele lugar não eram apenas os sons que se amontoavam e formavam algo maior, as marcas do dia – a – dia de milhares de trabalhadores estavam gravadas ali, pegadas nas partes descobertas do pavimento e calçadas, impressões de mãos disputavam espaço com os recadinhos feitos com pedra nas paredes, ali canalizava-se vida, pensamentos, e Carlos considerava-se mais um trabalhador cumprindo sua jornada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Carlos passa pela frente dos pátios das fábricas, cães de guarda ficavam ali e nas guaritas guardas armados mais do que com um simples canivete enferrujado. Não gostava daquilo e tratou de apressar o passo, precisava de uma vítima mais conveniente, decidiu seguir em frente e logo ouve alguém se aproximando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sorriu de orelha a orelha, os sons de passos vinham da curva à sua direita, Carlos se esconde atrás de um toco de árvore na calçada esperando a sua vítima aparecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um homem, com seus um metro e oitenta e cinco centímetros, sobretudo e sapatos pretos, calça jeans e blusa branca, usava na cabeça um gorro de algodão também preto, caminhava calmamente, sorrindo e balançando a cabeça como se ouvisse uma música. A única coisa que Carlos prestou atenção foi no relógio dourado que trazia no pulso da mão esquerda. A estranha figura atravessou o cruzamento, seguindo em frente, ao desaparecer na outra esquina a esquerda Carlos saiu do seu esconderijo, ia virar na curva e pegá-lo pro trás dando um facada e roubando o seu relógio, caindo fora dali. Carlos se dirige até a esquina, encosta as costas no muro antes de seguir e retira o canivete do bolso, inspira, nesse momento Carlos ouve um barulho estranho, segura a respiração e distingue o que seria um apito, como ecoou muito não podia dizer de onde vinha, mas isso só significava que tinha que andar rápido ou algum vigia apareceria, expira. Vira a esquina preparando-se pra correr em direção à sua vítima, mas ela não estava mais lá, tinha desaparecido. Carlos segue pela rua procurando o que deveria ser o seu ganha – pão, vira na próxima esquina a esquerda e bem a sua frente está a sua ex-vítima, sorrindo, Carlos, tremendo, aponta o seu canivete para a figura, esta por sua vez enfia a mão direita dentro do sobretudo enquanto da esquerda brilha o dourado do relógio, surge então de dentro das asas negras da morte um instrumento peculiar, um guarda - chuva prateado com ponta metálica e cabo encurvado e preto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A mão esquerda dirige-se vagarosamente até o rosto, Carlos continua paralisado, o homem então pega a borda do gorro e puxa para baixo, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;calmamente e com um sorriso no rosto&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, revelando o que não era um gorro e sim uma máscara, pende então, da manga do seu sobretudo, um pequeno apito vermelho. Carlos ainda tremendo e segurando o canivete, aponta com o dedo para o relógio do sujeito, este por sua vez parou de sorrir e cerrou as sobrancelhas em sinal de não entendimento, olha para o relógio e olha novamente para Carlos sorrindo e balançando a cabeça como se quisesse afirmar alguma coisa. Carlos estende a mão esquerda para o sujeito lhe entregar o relógio, a mão de Carlos estava tremendo e o mesmo é incapaz de pronunciar alguma coisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Rapidamente a estranha figura move o guarda-chuva de baixo para cima batendo com o cabo na mão direita de Carlos, a que estava segurando o canivete, o canivete cai no chão, o barulho estridente de metal batendo contra o pavimento reverbera pelas paredes, Carlos olha para o canivete e novamente para a sombra a sua frente, tenta correr, mas suas pernas não mais o obedecem, a sombra começa a assoviar, aquele assovio passeia pelas construções e volta aos ouvidos de Carlos, com isso ele desperta! Carlos vira-se para correr, tarde demais, o gancho do cabo do guarda-chuva se encaixa no seu pescoço e a sombra que o estava segurando gira a extremidade vigorosamente para o lado, quebrando o pescoço de Carlos, este despenca no chão, do lado do canivete com o mesmo refletindo a luz da lua em seus olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Já é de manhã, o detetive chega na cena do crime, o jovem estava sentado na parede, com o pescoço quebrado e uma perfuração no peito, às suas costas, na parede, estava pintado um triângulo de sangue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;__Mas que p...! -  exclama o detetive.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8195361145054557849-2729900059675643728?l=oguardian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardian.blogspot.com/feeds/2729900059675643728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8195361145054557849&amp;postID=2729900059675643728&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8195361145054557849/posts/default/2729900059675643728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8195361145054557849/posts/default/2729900059675643728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardian.blogspot.com/2009/03/chapter-three-sobredosis.html' title='Chapter Three - Sobredosis'/><author><name>Rodrigo Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02910789933379062085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8195361145054557849.post-8049580009234946502</id><published>2009-03-24T00:00:00.006-03:00</published><updated>2009-03-30T22:50:02.666-03:00</updated><title type='text'>Chapter Two - Janelas da Alma</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Seis horas da tarde, final de expediente, tudo ficava uma loucura àquela hora, estava procurando uma banca de jornais, precisava saber se tinha algum concurso logo e ainda aproveitava e distraia-se no ônibus lendo as outras matérias, o caminho era longo, morava do outro lado da cidade e o carro estava na oficina porque o tinha batido na noite anterior.&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tinha que esperar a condução, enquanto folheava, uma pequena matéria chamou sua atenção pelo fato de ter acontecido naquele bairro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:trebuchet ms;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:trebuchet ms;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;Quatro assaltantes encontrados mortos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"Quatro homens com idade entre 20 e 25 anos foram encontrados mortos na noite de ontem, a perícia concluiu que três deles sofreram perfurações no corpo e o outro estava com o pescoço quebrado, ainda não se sabe a arma utilizada no crime.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os quatro homens tentaram assaltar e violentar a mulher M.F.F.T., ela voltava do trabalho e foi abordada..."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sentiu arrepios, sorte dele não morar ali, Antônio era funcionário público, não era um cargo alto, mas ganhava razoavelmente, economizando bastante conseguiu comprar um sobrado em um bairro tranquilo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O ônibus chegou, abarrotado como sempre, mal dá pra se acomodar e ler o jornal. Antônio abre e começa a leitura, enquanto isso alguém no outro canto do ônibus o observa, Antônio era uma boa pessoa, se dava bem no trabalho e consequentemente se vestia bem, isso chamava uma certa atenção e as vezes não das melhores pessoas. O rapaz fixava o olhar em Antônio, não estava mais observando, estava analisando, ia segui-lo, precisava de dinheiro, estava pendente em mais de dois mil reais na loja de roupas e não tinha como levantar esse dinheiro em tão pouco tempo apenas trabalhando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Realmente, não devia ter comprado sem ter como pagar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Antônio aperta rapidamente o botão de parada, sorte, quase tinha perdido o ponto, já estava escurecendo e não ia ser bom andar um caminho enorme no escuro. Sai do ônibus junto com mais umas dez pessoas, segue até sua casa, era a amarela com portão marrom de grades, ele abre o portão e entra, enquanto isso Bruno fica apenas a espreita, esperando escurecer um pouco mais, na casa não havia cachorros e a rua era tranquila demais, podia estar chovendo isso ajudaria a disfarçar os barulhos, mas não se pode ter tudo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nove horas da noite, Bruno já esperou demais e estava ficando impaciente, decidiu agir, checou a arma na cintura e pulou o portão, foi um sucesso! Logo estava na porta e a mesma já estava aberta não precisando nem arrombar. Antônio estava tomando banho, ia sair com os amigos, estava cantando, era um pouco solitário morar ali, mas pelo menos cantar ajudava um pouco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O coração de Bruno batia forte, a adrenalina subia, ele dá uma olhada rápida no que tem na casa, não tem muita coisa, mas já que estava ali vai levar o que puder. Resolve esperar Antônio sair do banho, tem que agüentar a maldita cantoria do mesmo, mas não por muito tempo, logo a porta abre. Antônio termina o banho e se enxuga, abre a porta e se depara com um cara de camisa, calça jeans e o mais importante uma arma apontada para ele:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;__Quietinho, chega pra lá porra, senta ae e fica quietinho se não quiser morrer. – fala Bruno em voz baixa e extremamente nervoso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Antônio não sabe o que fazer, só resta obedecer, ele senta no canto do banheiro ainda pelado e com as mãos na cabeça em posição fetal, Bruno pega o celular e a carteira de Antônio que estavam em cima da pia, tira a chave da porta do banheiro e tranca Antônio lá dentro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De repente ouve-se um som de apito, não muito perto, um som longo e agudo, que ia diminuindo e diminuindo até sumir. Bruno achou que era algum segurança da rua, achou melhor esperar, ficou na janela da sala um tempo para ver se havia alguém, mas nem uma viva alma passou por ali.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Vendo que não era nada Bruno sobe as escadas em direção ao quarto que ficava no andar de cima, onde ele espera achar alguma coisa que preste, bingo, logo em cima da cama estava o notebook de Antônio, resolve vasculhar o quarto pra ver se achava mais alguma coisa. Enquanto revirava o guarda-roupa ouve o rangido da porta lá de baixo, passou a mão na arma que estava na cintura, calmamente sai do quarto e olha lá embaixo, tinha deixado a porta aberta, por via das dúvidas novamente olhou pra ver se percebia algum movimento, nada, provavelmente era só o vento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Voltou a procurar no guarda- roupa, já tinha achado alguns pares de sapatos, eram do seu tamanho e mesmo que não fosse ele vendia, pelo visto não precisaria se preocupar com roupa por um bom tempo. Nisso Bruno sente alguma coisa estranha e para de revirar o guarda-roupa, algo o está deixando inquieto, tem um mau pressentimento sobre isso, vira pra olha a porta, vai na direção dela e dá uma olhada pra fora do quarto, apenas a área de serviço, um calafrio lhe percorre a espinha, mas diz pra si mesmo que é só a sua imaginação e resolve voltar para &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;o quarto pra continuar a procura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando vira para voltar para o quarto dá de cara com um rosto a um palmo do seu, estava com uma máscara preta, com orifícios para os olhos, nariz e boca, tinha a pele escura e os olhos castanhos, apesar de tudo sorria estranhamente, com os olhos arregalados observando cada detalhe da face de Bruno, Bruno olhou fixamente para aquele rosto por uns dois segundos, esses que pareceram uma eternidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Bruno vira pra trás dando um salto e caindo no chão, sentado embaixo da soleira da porta do quarto, saca a arma da cintura voltando a olhar novamente na direção de onde vira o dono daquele rosto, nada, apenas o quarto com a luz ligada. Ele levanta calmamente e suas pernas começam a tremer com a arma ainda apontada na direção do quarto, foi quando leva um chute nas costas e cai dentro do quarto de boca no chão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Desesperadamente ele aponta a arma na direção da porta, nada, instintivamente vira pra trás de uma vez, mas também não havia nada. Vai seguindo pela porta olhando atentamente ao seu redor, volta ao quarto onde se sente mais seguro, recuando na direção oposta da porta sempre prestando atenção às costas, ele passa a mão na boca e está sangrando devido ao tombo, continua recuando até encostar as costas na janela do quarto, atento a qualquer movimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nesse momento Bruno sente algo puxando-o, um gancho preto encaixou-se no seu ombro e o puxou com tanta força que o arrancou pela janela pra fora do quarto, Bruno larga a arma na tentativa de se segurar em alguma coisa, mas não adiantou, cai de costas no gramado, perdeu os sentidos por alguns segundos e a pancada nas costas lhe tirou o ar para poder gritar. Lá em cima ele viu o vulto que o tinha derrubado, estava de pé na pequena marquise embaixo da janela, estava lá com seu sobretudo preto e seu sorriso só tinha aumentado, pegou a sua ferramenta prateada e a levantou com as duas mãos, como se estivesse se preparando para um sacrifício, parou de sorrir e juntou os lábios, os olhos ficaram serenos, fixos, como se estivesse totalmente concentrado, começou a assoviar de um jeito incomum, um assovio que ecoava na cabeça de Bruno, então abaixou para tomar impulso e saltou, no ar o seu sobretudo esvoaçava deixando o céu, que até o momento estava estrelado, coberto pela escuridão, enfia a ponta cintilante e mortal no peito de Bruno, este sente sua vida se esvair e uma forte dor no peito, não deu tempo de fazer nada, apenas deu o seu último suspiro, enquanto o seu sangue regava o jardim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Antônio acorda de manhã, cansado, dolorido e pelado no chão do banheiro, a porta do banheiro estava arrombada e alguns repórteres e policiais que vieram checar o corpo o estavam cercando, buscando respostas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8195361145054557849-8049580009234946502?l=oguardian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardian.blogspot.com/feeds/8049580009234946502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8195361145054557849&amp;postID=8049580009234946502&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8195361145054557849/posts/default/8049580009234946502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8195361145054557849/posts/default/8049580009234946502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardian.blogspot.com/2009/03/chapter-two-janelas-da-alma.html' title='Chapter Two - Janelas da Alma'/><author><name>Rodrigo Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02910789933379062085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8195361145054557849.post-3266147724899376580</id><published>2009-03-17T09:47:00.010-03:00</published><updated>2009-03-19T02:57:30.803-03:00</updated><title type='text'>Chapter One - A Sombra</title><content type='html'>Marta não costumava passar ali, era escuro demais, porém não tinha escolha, seu antigo caminho estava coberto de água, seria pedir pra ficar encharcada por isso optou por sair da principal.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Olhava no celular, onze horas da noite, seu chefe no trabalho a havia feito ficar após o expediente:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;__Maldito filho da puta. – reclama Marta consigo mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha acabado de formar no curso de direito, faculdade renomada, particular, não tinha gasto esse dinheiro todo para ficar digitando procurações, muito menos para servir de capacho a um patrão sanguessuga. Bonita, tez morena, cabelos pretos, estatura mediana, padrão de assobio de pedreiro. Estava namorando, terminou por causa da insistência do seu namorado em farrear com amigas, bem, mais bonitas do que ela, era de gênio difícil, do tipo que não levava desaforo pra casa “Não tenho sangue de barata!” dizia a si mesma em alguma situação difícil. Pena.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estava andando a passos nervosos, a rua até o momento não tinha ninguém e a luz dos postes mais cegava do que clareava, estava chuviscando, para sua sorte a chuva mais forte já tinha passado até porque ela tinha esquecido o guarda – chuva antes de sair de casa pela tarde, trabalhava o dia inteiro para conseguir os seus oitocentos reais por mês. Avistou um pouco depois do cruzamento, embaixo de um pé de Pata de Vaca, um trio de rapazes com uma aparência normal, não pareciam marginais, por um momento pensou em entrar à esquerda e passar pela outra rua, decidiu arriscar, de certa forma ela percebeu que eles já a tinham visto mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ela olhava fixamente para o grupo, eles a tinham notado por um momento, mas logo voltaram a conversar novamente, ela passa por eles enquanto riem alto de alguma piada idiota, ela suspira aliviada alguns metros depois perto de um estacionamento. O estacionamento era aberto com algumas árvores plantadas para fornecer sombra, ficava na esquina do próximo cruzamento, Marta anda alguns metros pela marquise para evitar os pingos, uma sombra vinda da mureta da rua perpendicular a dela agarra o seu braço, um homem de boné e jaqueta, ela tenta gritar por socorro, mas é abafada pela mão do sujeito, nesse momento ela vê que o grupo de rapazes está vindo em sua direção,  mesmo desesperada sente um pouco de esperança.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Essa esperança morreu cedo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os rapazes vieram, para ajudar o outro a segurá-la e levá-la para dentro do estacionamento embaixo de uma das árvores, já tinham marcado de fazer uma emboscada ali, Marta se debate e chora, chuta um dos rapazes e morde a mão do que estava tampando a sua boca, leva um chute no estômago e cai cuspindo sangue, leva outro no rosto ainda no chão, está zonza:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;__Puta! Caralho, essa porra mordeu a minha mão caralho!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;__Eu só ia roubar essa puta, mas agora ela vai ver o pau comer, segura essa porra ae que eu vou primeiro!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Marta, ainda zonza, chora, sem forças pra gritar, tenta fechar as pernas enquanto um deles as abre e outro segura as suas mãos, o que estava a sua frente já estava com as calças arriadas, Marta nega aquilo com uma voz fina e fraca, mas já tinha desistido, apenas chorava em silêncio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;__Me ajuda a tirar calcinha dessa merda! – diz Alberto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um apito, um som indistinguível de apito ecoou pela vizinhança, mas naquela rua não tinham vigilantes, por isso mesmo escolheram aquele lugar. O grupo estava confuso, era só um vizinho enxerido tentando assustá-los ou realmente era um vigia?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;__Porra, Edu, você ta fazendo nada, vai ver o que é! – fala rapidamente Alberto enquanto acena com a cabeça na direção da saída do estacionamento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O rapaz sai do estacionamento, eles esperam um pouco, ficam olhando, Alberto que estava com as calças no chão para de tentar desbravar a sua presa, Marta apenas chora, silêncio...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;__Porra, cadê o Edu?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;- Alberto, olhando a saída do estacionamento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele sente um movimento ao seu lado, seu amigo que estava segurando os braços de Marta cai em cima do peito dela, com uma mancha de sangue nas costas, Alberto procura o outro que tinha ajudado a abrir as pernas de Marta, tinha sumido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Alberto, procura, estava nervoso, com medo pra ser exato, não se sabia mais se o que estava escorrendo no seu rosto eram os pingos de chuva ou suor frio. Ele procura o amigo, o vê sentado atrás da árvore, chama, chama novamente, nenhuma resposta. Decide então se levantar e deixar a sua presa, Marta não conseguia sequer se levantar para fugir, ficou estirada no chão, mole. Alberto se dirige até o amigo sentado, puxa o seu braço, o corpo cai então sem vida com a cabeça virada totalmente para trás. Alberto sai correndo, escorrega na lama do estacionamento e levanta-se desesperadamente caindo novamente, finalmente consegue se levantar e corre em direção à saída do estacionamento, dá de cara com Edu que voltava após não ter achado nada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;__Que que foi caralho?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Parece que viu um fantasma! – pergunta Edu ao ver a face de Alberto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;__Porra Edu, corre caralh...! –&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Algo tinha passado raspando do lado da cabeça de Alberto e  havia empalado Edu, através do olho a ponta afiada havia penetrado e fincado no crânio, Alberto não acreditava no que via, estava assustado demais para rir, mas era ridículo. Um guarda - chuva, prateado, de cabo encurvado e preto, um guarda – chuva, era aquilo que estava preso na cabeça do Edu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Alberto virou na direção de onde ele veio, um sobretudo preto balança na chuva, pelos furos da máscara de pano ele via apenas o sorriso branco, feito cal sobre os corpos de suas vítimas, um sorriso psicótico, estava ali parado na frente dele, Alberto parou por alguns segundos, não sabia o que fazer, seus três amigos estavam mortos e agora era a vez dele, voltou a si e lembrou que tinha uma faca no bolso do casaco, dá um sorriso involuntário, a sombra a sua frente estava desarmada, ele ia matá-lo antes que fosse morto!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Desvia o olhar por um segundo para procurar o bolso, ao voltar o olhar vê apenas o vulto de uma mão em direção ao seu rosto. Cai no chão com o nariz sangrando, a sombra calmamente se dirige á sua preciosa arma, sua Excalibur, fincada, apenas esperando o seu dono, ele retira sua arma do corpo ensopado de vitae enquanto não para de sorrir, parece extasiado. Segue então até Alberto, que tenta se levantar, lhe dá um chute no estômago, Alberto volta ao chão, a sombra passeia com a ponta metálica de sua arma pelo corpo de Alberto enquanto assovia uma melodia rápida e estranha, o guarda - chuva estava já um pouco vermelho, da ponta pingavam gotas de sangue, a sombra deixa algumas delas caírem na testa de Alberto e desenha um triângulo com as mesmas, agora é Alberto que chora pedindo misericórdia, a sombra começa com um sorriso no rosto, como se estivesse comemorando um aniversário, penetra lentamente com a ponta afiada uma das mãos de Alberto, depois a outra, depois os dois pés e finalmente e ainda mais lentamente, o seu peito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Alberto grita de dor até a estocada fatal, ao fundo apenas o chuviscar conforta o seu pranto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Marta estava com visão embaçada, os gritos ela ouviu, mas seu cérebro simplesmente não conseguiu discerni-los dos restos dos sons do ambiente, simplesmente era como se estivesse desmaiada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ela começa a recobrar os sentidos, o som da chuva que agora já tinha ficado mais forte, a roupa toda ensopada colada no corpo, sente também que algo pressiona o seu peito, com dificuldades e sem ainda enxergar muito bem ela empurra o objeto pesado e rijo, esfrega o olho com uma das mãos e olha atentamente, vê que é um dos rapazes e que está vermelho de sangue, não sabia o que estava acontecendo e começa a se desesperar novamente, levanta-se o mais rápido que pode e vai em direção à rua por onde veio, tropeça em alguma coisa e choca-se ao ver o corpo de outro rapaz com o pescoço torcido, levanta aos tropeços, quer chorar, mas já não tem lágrimas pra isso, na saída do estacionamento se depara com os corpos dos outros dois, imediatamente cambaleia e se escora no muro, lavando o chão com o que tinha no estômago.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8195361145054557849-3266147724899376580?l=oguardian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardian.blogspot.com/feeds/3266147724899376580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8195361145054557849&amp;postID=3266147724899376580&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8195361145054557849/posts/default/3266147724899376580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8195361145054557849/posts/default/3266147724899376580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardian.blogspot.com/2009/03/sombra.html' title='Chapter One - A Sombra'/><author><name>Rodrigo Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02910789933379062085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
